Raios da Verdade​​​​

A Razão Livre de Preconceitos

Raios da Verdade é destinado a você, pesquisador independente, que busca respostas para os grandes temas relacionados ao universo e a vida.
"Examine profundamente antes de aceitar algo como verdade ou assuma o risco de passar o resto da sua vida engando!"
  
                A Origem do Universo pela Análise do Tempo

​​
     Acreditar que tudo tem um princípio parece fazer parte da natureza humana, mas, isto é realmente verdade? Todas as coisas tiveram início? Bem, foi pensando sobre isto que cheguei a uma conclusão que, para mim, é fantástica. Vou tentar explicá-la. Digo que vou tentar explicar não porque seja algo tão difícil de entender, mas porque envolve conceitos e grandezas com os quais não estamos acostumados a lidar e, por isso, parece faltar palavras para explicar. Outro dia expus o pensamento e aqueles que já tinham refletido sobre o que é o tempo pareceram ter entendido melhor o que falei. Assim, esse será o início da nossa reflexão.

     Pois bem. Segundo o dicionário Aurélio, tempo é “a sucessão dos anos, dos dias, das horas, etc., que envolve, para o homem, a noção de presente, passado e futuro”[1]. Este conceito é mais que suficiente para começarmos a nossa viagem.

     Então, vamos avançar. Se a terra sempre se mantiver em seus movimentos de rotação e translação e o sol sempre estiver emitindo seus raios da forma como está, quando os dias terão fim? Isto mesmo, nunca. Agora imagine o seguinte: mesmo que a terra e o sol tivessem fim, o tempo equivalente a uma hora, a um dia, ou mesmo a anos, deixaria de passar? Não, claro que não. Podemos dizer, seguramente, que a nossa unidade de medida de tempo depende dos eventos que adotamos como padrão, no entanto, mesmo que tudo o que conhecemos se extinguisse e restasse apenas um relógio capaz de durar milhões de anos, esse relógio registraria as intermináveis horas correspondentes a este período. Desta forma, podemos concluir que mesmo que todos os eventos que definem as unidades de medida de tempo cheguem a seu fim, o tempo, em si, jamais encontrará uma barreira que lhe seja intransponível. E esta compreensão, de que o tempo não terá fim, podemos definir como eternidade.

     Bem, se até aqui você não encontrou nenhuma novidade, ótimo! Assim você entenderá melhor o que vamos ver agora. A análise que vimos acima nos leva a refletir sobre o futuro, mas - e este é o ponto mais importante de tudo o que estamos analisando - ela pode ser aplicada ao passado? Ou seja, se voltarmos no tempo, encontraremos o ponto de partida do próprio tempo? (Só para que fique bem claro, estamos falando do tempo em si mesmo, e não dos eventos que servem de referência para as unidades de medida). Se a sua resposta é não, concordamos com a base deste estudo. Então observe que se não conseguimos encontrar os marcos iniciais e finais do tempo, temos a eternidade em relação ao passado e em relação ao futuro. Aqui parece que chegamos a uma situação muito curiosa, qual seja, chegamos à conclusão de que não há limites para retroagirmos no tempo, porém, é difícil aceitar uma eternidade em relação ao passado. Por ora, vamos deixar de lado a dificuldade de compreender que existe uma eternidade se voltarmos no tempo e vamos apenas admiti-la para continuarmos a nossa viagem.

     Estando certa a afirmativa de que existe uma eternidade voltando no tempo, e não tenho dúvida de que está, podemos afirmar que tudo o que teve, tem ou terá fim necessariamente teve princípio, pois, se tem um fim, sua natureza possui limite de tempo e, por esta razão, não poderia ter existido eternamente. Deste modo, se não é eterno, tem que ter tido um princípio.

     Partindo da premissa estabelecida no parágrafo anterior, pense no seguinte fato: os cientistas que estudam as estrelas dizem que toda espécie de matéria que existe, inclusive as responsáveis pela origem da vida, tem sua origem nelas. Contudo, dizem que um dia as poderosas estrelas terão fim e com elas toda forma de vida. Ora, algo que tem um determinado limite de existência não pode ter existido eternamente. Não importa se existiu ou existirá por milhões ou bilhões de anos, se não se trata de algo eterno, ou já teve fim ou obrigatoriamente teve princípio há menos tempo do que o que vai durar[2].

     Agora que já refletimos um pouco mais, vamos aprofundar o raciocínio. Se toda forma de matéria existente no universo vem das estrelas, inclusive a que dá origem à vida, e nós, nestas poucas linhas, pudemos concluir que as estrelas necessariamente tiveram princípio (pois são finitas e não poderiam ter existido  eternamente), podemos dizer que um dia, ou melhor, em algum momento, nada do que existe no universo conhecido existiu, já que tudo vem das estrelas. Este ponto desta viagem é crucial porque não é possível que do nada tudo viesse a existir![3]

     Temos, então, duas alternativas (a hipótese de eternas transformações se confunde com a primeira hipótese abaixo, conforme se verá até o final desse texto):

   1) podemos admitir que algo que antecedeu as estrelas lhes deu origem. E, nessa linha, poderíamos encontrar inúmeras etapas de coisas finitas que deram origem aos astros mais antigos, pois sempre nos interrogaríamos o que deu origem a tal coisa (observe que nunca encontramos obstáculo para voltar ainda mais no tempo).

    Talvez, até mesmo essas etapas possam ser simplificadas com a explicação de que um único astro deu origem a todo o universo. Absurdo? Esta é a teoria mais aceita no meio científico, a teoria do "Big Bang”. Porém, observe que este suposto astro não era eterno (teve fim e já concluímos que, se teve fim, teve princípio), então, antes dele haveria o nada? Do nada é possível surgir algo tão poderoso? Observe com todo o esforço que for necessário, pois não importa o que seja, uma fonte de energia, uma onda magnética..., se não era eterno, vamos sempre nos perguntar de onde veio. E quando chegarmos ao último poder finito transformador de matéria, vamos dizer que ele veio do nada?

    2) ou podemos considerar, e estou com esta hipótese, que algo eterno deu origem a tudo o que conhecemos. Penso que esta é a única resposta aceitável, pois do nada não é possível que tudo viesse a existir.

     Então, repita-se, tudo o que existe passou a existir de algo que não teve princípio.

     Veja que coisa, quando escrevi este último parágrafo, senti a necessidade de pesquisar algo sobre a teoria do Big Bang. Após algumas buscas, encontrei a seguinte página na internet que me pareceu adequada ao nosso estudo: http://euler.on.br/pergunteastro/indiceresposta.php?idtema=21. Ela traz as seguintes questões:

154: O que existia antes do Big Bang? Por que a teoria do "Big Bang" é a mais aceita no mundo científico?
A ciência atual não é capaz de nos dizer o que teria acontecido "antes" do Big-bang. Na verdade, pela física atual, o conceito de tempo está intimamente ligado ao big-bang. Portanto, dizer "antes de t=0" não tem muito sentido. Pelo que se sabe hoje, podemos deduzir o que teria acontecido, com certeza, a partir de 1/200 de segundo após o "big-bang". Com algumas hipóteses a serem confirmadas, ainda, pode-se deduzir o que aconteceu a partir de uma parte em 1042 de segundo. Antes disso, todas as teorias esbarram na chamada "parede de Plank", que impede que tenhamos qualquer certeza do que teria acontecido”. (destaquei)

   Segundo os próprios defensores da teoria do "Big Bang", antes da explosão, existia o poderosíssimo astro que explodiu. Por quanto tempo ele existiu? O que lhe deu origem? Muito cômodo atrelar o conceito de tempo ao Big Bang, não? (Jamais encontraremos limites para o tempo, mesmo retroagindo).

    Concordo que poderíamos falar em tempo zero -  só para efeitos de limitação do alcance da Física - se imaginarmos que o universo inteiro em algum momento tenha sido desprovido de qualquer mudança, movimento (de partículas, inclusive), alteração de estado, ou seja, de qualquer evento que não possa ser classificado como posterior a outro qualquer. Nestas condições, parece-me que “os conhecimentos de Física seriam inúteis”. De qualquer forma, não é o que ocorre com o marco zero estabelecido pelos físicos. Prefiro reafirmar o que foi dito acima: jamais se estabelecerá uma barreira intransponível ao tempo. Certamente, este “tempo inicial” é o melhor argumento que a ciência coloca em contraposição à eternidade pretérita.

     Creio que fomos além da “Parede de Plank” ao compreendermos que o suposto astro do "Big Bang" obrigatoriamente teria princípio e que só algo eterno poderia lhe ter dado origem. Sim, podemos afirmar isso porque dizem que a explosão daquele astro foi a origem de tudo, no entanto, ele não poderia ter existido a partir do nada. Logo, algo tem que ser eterno para justificar a existência de todas as coisas.

       Bem, chegou o momento de enfrentar a questão colocada acima: como compreender uma eternidade retroagindo no tempo? Acredito que agora temos base para entendê-la. Na verdade, a dificuldade de compreender esta questão está relacionada ao fato de que não estamos acostumados a imaginar algo sem fim. Quando pensamos no passado, temos em mente que o presente é o seu termo final, porém, a compreensão da eternidade, voltando no tempo, toma o presente como seu ponto de partida. Do mesmo modo que entendemos a eternidade para o futuro, devemos nos imaginar passando por todos os acontecimentos mais recentes em direção aos fatos mais remotos. Então passaríamos pelos eventos que deram origem a todas as coisas e veríamos o poder eterno que deu origem a tudo. Viajando além de tudo isso, veríamos que só este poder existia antes do princípio (ele foi o responsável pelo princípio de tudo o que conhecemos) e jamais encontraríamos a sua origem nem limites para retroagir no tempo.

     O ponto decisivo, e de maior complexidade, reside no seguinte: uma sequência de fatos que estejam no passado é finita, pois aconteceu! E é neste sentido que intuitivamente percebemos que o conjunto de acontecimentos passados, não importa quão extenso seja, teve seu término no presente. Esta relação fato-tempo é determinada e está contida no passado.

     A título de ilustração, imagine o tempo como uma folha de papel em branco, em cujo comprimento não podemos ver nem o começo nem o fim e que está sempre passando em um único sentido. Imagine também que os acontecimentos são os relatos escritos nessa folha por um aparelho semelhante a um sismógrafo que pudesse registrar tudo o que acontecesse. Mesmo que nada acontecesse, o espaço na folha de papel, correspondente a esse período, teria passado e nada seria registrado. Rebobinando esta folha, se chegássemos a um ponto em que nada existia ou acontecia, teríamos uma infinita folha em branco correspondente ao eterno período em que nada foi registrado.

      Agora observe que intuitivamente rejeitamos o fato de que os registros desta folha, por já terem acontecido, sejam infinitos e não que esta folha esteja em branco quando nada acontecia para ser registrado. Trazendo o exemplo para o nosso estudo, podemos dizer que o tempo sempre esteve à disposição para o registro dos fatos, mas, quanto ao período em que nada acontecia, não havia uma sucessão de acontecimentos para que possamos dizer que ela aconteceu e está no passado.

     A eternidade pretérita se torna compreensível quando reconhecida a existência de um poder “eterno e inalterável”. Embora ainda não possamos explicar como é possível algo sem começo, é a existência de algo eterno e que não passa que nos faz avançar no passado eternamente. Este poder não é algo que aconteceu e que deveria estar limitado pelo passado. Ele permanece para sempre.  Os fatos do passado são limitados pelo presente e são, portanto, finitos, mas este poder não tem limitação de tempo.

     Observe, ainda, que para podermos falar de tempo, basta o espaço, conforme concluímos ao imaginar um relógio que continuaria trabalhando mesmo que nada mais existesse. E este, o espaço, não pode ser negado, mesmo que em algum momento do universo nada mais tenha existido.

     Assim, sabendo-se que a aferição de tempo, teoricamente, sempre foi possível, pois o espaço sempre existiu, e que a relação fato-tempo já definida pelo passado é finita (todo e qualquer fato que está no passado aconteceu), podemos concluir que a existência das coisas finitas depende da existência de um poder eterno que lhes deu início, pois só um poder eterno imutável pode corresponder à parte do tempo que não teve um marco inicial. Só uma força desta magnitude poderia existir desde sempre. Assim, a força imutável que procuramos não passou. Ela não passa! O tempo se aplica a ela apenas para definir sua eternidade. Sendo o tempo uma referência que utilizamos para registrar a durabilidade dos acontecimentos (fatos) e o somatório de todos estes registros correspondem ao passado, se um determinado evento não passa, é o próprio tempo que o define como eterno.

     Perceba que a utilização dos termos “passado” e “pretérito” para nos referirmos à eternidade chega a ser uma antinomia porque o poder que realmente justifica a eternidade não passa.

     Se ainda não foi suficiente, mude um pouco o ponto de observação. Suponha que nada existe e tudo terá princípio a partir de agora. Você se perguntaria o que está no passado? O tempo vai começar aqui? A resposta para essa última pergunta não é tão simples, mas, se acrescentarmos o fato de que sempre existiu uma única partícula absolutamente imutável, devemos dizer que o tempo começa a partir de agora? Certamente não! No entanto, nada estaria no passado, pois o que é imutável e eterno não passa. Não haveria registro de nada que houvesse antecedido o nosso princípio. A partícula apenas existe e não passa, mas não podemos dizer que o tempo parou ou que não havia tempo. Caso contrário, não poderíamos dizer que a partícula “sempre" existiu, poderíamos? Sempre é uma referência de tempo. Podemos não entender como é possível que algo não tenha começo, mas é perceptível que poderíamos retroagir indefinidamente no tempo sem encontrar fatos passados (o que tornaria inútil o próprio tempo - salvo para definir a eternidade da hipotética partícula) e que só daqui para frente tudo o que acontecesse seria registrado e constituiria o passado.

     Até aqui refletimos sobre teorias que apontam para o fim do universo, todavia não deixei de considerar que tudo o que conhecemos pode ter sofrido eternas transformações. Acho isso muito improvável. E, notadamente, mesmo um ciclo de transformações seria finito. Cada fase ou evento da transformação teriam início e fim. Ora, como já vimos, se aconteceu, está registrado no passado e é finito. Fatos finitos não podem compor uma eternidade retroagindo no tempo. Então, como começaram estas transformações? Sim, um ciclo de transformações deve ter início. É possível que algo reinicie sem nunca ter iniciado? Destarte, mesmo um ciclo de transformações retoma o problema inicial: ou veio de algo eterno ou veio do nada.

    Agora, acrescente o seguinte raciocínio ao desenvolvido acima. Suponha que de fato existe uma certa espécie de partícula elementar imutável (justificando assim a eternidade em relação à retroação no tempo, conforme colocamos) capaz de formar todos os elementos conhecidos e que, a partir de determinado momento, ela começou a organizar-se em estruturas atômicas e posteriormente em estruturas moleculares, originando tudo o que conhecemos. Se achar mais racional, admita existir mais de uma espécie dessas partículas imutáveis. A grande questão é que esse raciocínio é contraditório. Partículas ou qualquer outra “coisa” que se mantivessem eternamente imutáveis não sofreriam mudanças! Seriam, repita-se, eternamente imutáveis. Destarte, o suposto ciclo de transformações jamais teria se iniciado.

CONCLUSÃO
   Não existe um termo inicial para o próprio tempo, porém, o universo conhecido aponta para o seu próprio fim, declarando, por sua natureza finita, que obrigatoriamente teve começo, pois não poderia ter existido desde sempre. Como não é possível que o seu começo tenha sido a partir do nada, só algo imutável poderia ter existido eternamente e dado origem a tudo o que conhecemos. Essa afirmação não encontra resistência considerável nas principais teorias da Física sobre o universo, antes, como foi visto, é corroborada por elas.

     Podemos deduzir, então, que um poder eterno e imutável deu origem a todo o universo conhecido e que esse poder eternamente estável não é uma suposta partícula ou um astro, pois, sendo imutável, ele permaneceria o mesmo para sempre. Além de imutável ele foi capaz de decidir em qual momento o universo teria início e isso sem que sua natureza estável fosse alterada.

      Quando descobrirmos este poder eterno, imutável e inteligente, teremos encontrado o criador do universo.
COMENTÁRIOS FINAIS
     Há pelo menos uma teoria que ainda merece ser mencionada. A teoria que diz que algumas estrelas ao terem fim criariam supernovas e estas, sim, seriam eternas. Porém, isso não justifica a atual existência de estrelas finitas. Algo eterno pode justificar a existência de coisas finitas, mas algo eterno, a partir de coisas finitas, não pode justificar o início dessas coisas finitas e de todas as coisas.

    Assim, a ciência vai continuar sua busca por respostas. Eu, no entanto, não posso negar que me causou surpresa ver que muitas passagens bíblicas agora têm um significado bem mais intenso para mim, como esta abaixo:
"Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus." (Salmos 90:2)

     Não conheço as obras abaixo citadas, entretanto, parece-me que, quando livre de pesquisas tendenciosas e das fraudes de homens que buscam a glória pessoal acima da verdade, a ciência confirma a existência de um ser eterno, tal qual a Bíblia descreve. Note:

Em “Superforça”, o físico Paul Davies, igualmente ateu, constata “poderosas evidências de que há alguma coisa acontecendo por trás de tudo. A impressão de desígnio é esmagadora”. Em outro livro, “Deus e a nova física”, ele chega a afirmar que “pode parecer bizarro, mas em minha opinião a ciência oferece um caminho mais firme para Deus do que a religião”.”[4] 

   Se buscando razões para a origem do universo, reconhecemos a presença de Deus, certamente encontraremos motivos maiores para reconhecer a sua presença em suas próprias palavras. Assim, deixo a passagem bíblica que mudou minha vida.
Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes”. (Jeremias 33:3)



Abraços, Flauber Cruz[5].

[1]      O conceito de tempo neste texto é mais amplo.
[2]      Um exemplo mais simples, justamente por ser uma grandeza com a qual estamos acostumados a lidar, é o fato de que você está vivo porque nasceu há menos tempo do que sua natureza te permitirá viver.
[3]    Segundo aquele que é apontado como o maior cientista da atualidade, Stephen Hawking, nem mesmo a energia pode vir do nada. (Nota  acrescentada após estudos preparatórios do artigo de defesa deste trabalho).
[4]   O trecho transcrito foi retirado da seguinte página da internet:  http://diarioazul.blogspot.com.br/2005/ 11/sobre-homens-e-macacos.html. (Em 2013, assim coo as demais citações de páginas da internet)
[5]     E-mail: flauber.cruz@gmail.com